As Crônicas de Kane – A Pirâmide Vermelha
- Uma morte no obelisco
- “Só temos algumas horas, então ouça com atenção.
- Se você está lendo essa história, você já está em perigo. Sadie e eu somos provavelmente sua última chance.
- Vá para escola. Ache seu armário. Não te direi qual escola ou qual armário, porque se você é a pessoa certa o encontrará. A combinação é 13/32/33. Quando terminar de ouvir saberá o que esses números significam. Só para lembrar, a história que vc está lendo ainda não está completa. Seu fim depende de você.
- A coisa mais importante é: quando abrir o pacote e descobrir o que há dentro, não continue com ele, mas do que uma semana. Com certeza será tentador. Quer dizer vai te garantir poder praticamente ilimitado. Mas se possuí-lo por muito tempo, isso o consumirá. Aprenda rapidamente seus segredos e passe- o adiante. Esconda-o para a próxima pessoa, assim como Sadie e eu fizemos para vc. Então se prepare para sua vida ficar mais interessante.
- Okay, Sadie está me dizendo para parar de enrolar e chegar logo ao ponto. Ótimo. Acho q tudo começou em Londres, no dia em que meu pai explodiu o British Mueseum.
- Meu nome é Carter Kane. Tenho 14 anos e uma mala é a minha casa.
- Vc acha q eu estou brincando? Desde meus 8 anos, viajo como pai pelo mundo. Eu nasci em L.A., mas meu pai é um arqueólogo e seu trabalho exige muito dele. Vamos bastante ao Egito, já q essa é sua especialidade. Ir a uma livraria e achar um livro sobre Egito, há uma grande chance de que foi escrito pelo Dr. Julius Kane. Vc quer saber como os egípcios tiravam os cérebros das múmias, ou construíam as pirâmides,ou amaldiçoaram a tumba do rei Tut? Meu pai é o cara. Claro, existem muitas outras razões para meu pai ter se mudado, mas eu não conhecia os segredos a respeito delas.
- Eu não fui para escola. Meu pai educou-me em casa, se vc pode chamar de educação caseira sem ter um lar. Ele me ensinou tudo que achou importante, então aprendi bastante sobre cultura egípcia, basquete e as músicas favoritas do meu pai. Li muito também, basicamente tudo que conseguia alcançar com as mãos, os livros de fantasia do meu pai – porque passei um tempo em hotéis e aeroportos internacionais, onde eu não conhecia ninguém. Meu pai sempre dizia para guardar um pouco o livro e jogar bola um pouco. Vc já tentou iniciar um jogo de basquete em Aswan,Egito? Não é tão fácil.
- De qualquer maneira, meu pai treinou-me a sempre manter todos os meus pertences em uma mala que pude ser acomodada em um compartimento de avião.. Essa é uma regra que eu nunca havia quebrado, até o dia da explosão.
- Aconteceu na véspera do Natal, estávamos em Londres, para o dia de visitação com a minha irmã Sadie.
- Veja meu pai só ficava com ela duas vezes ao ano, um dia no inverno e outro no verão – porque meus avôs o odiavam. Após a morte da minha mãe, eles ( meus avós) tiveram uma grande briga com meu pai. Depois de 6 advogados, duas brigas e um quase ataque fatal com uma espátula (não pergunte), eles ganharam o direito da guarda de Sadie na Inglaterra. Ela tinha apenas 6 anos, dois a menos que eu e eles não puderam nos manter juntos. Pelo menos foi a desculpa que deram por não me levar também. Então Sadie foi criada como uma estudante inglesa, enquanto eu viaja pelo mundo com nosso pai. Só via minha irmã 2 vezes por ano e isso estava bom para mim.
- ( Cala a boca Sadie. Sim eu estou chegando naquela parte)
- Enfim, meu pai e eu tínhamos pousado em Heathrow, depois de alguns atrasos. Era uma tarde fria e chuvosa. Durante todo o caminho de taxi até o centro da cidade, meu pai parecia nervoso.
- Agora, meu pai é um grande homem, vc não consiguiria imaginar algo que o deixasse nervoso. Ele tinha uma pele marrom escura, assim como a minha, olhos castanhos penetrantes, uma careca e um cavanhaque, então ele parecia com um cientista maléfico. Naquela tarde, ele vestiu seu suéter e sua melhor camisa marrom, a mesma que ele usava para palestras. Geralmente ele causava presença ao entrar em uma sala, mas nesse dia, olhava para seu ombro freqüentemente, como se estivesse sendo caçado.
- “Pai” – eu disse enquanto chegávamos no A-30. “O que há de errado?”
- “Nenhum sinal deles” – ele murmurou. Ele deve ter percebido que disse isso em voz alta, então se virou para mim e respondeu “Está tudo bem Carter, não é nada.”
- O que me preocupou, por que meu pai é um péssimo mentiroso. Sempre soube quando ele mentia, mas também entendia que nada o forçaria a contar a verdade. Ele provavelmente queria me proteger, de algo que eu não sabia o que. Algumas vezes pensava que ele tinha algum segredo obscuro, um inimigo que o seguia, mas ele era apenas um arqueólogo.
- Outra coisa preocupante, ele estava cauteloso com sua mala, o que significava que estávamos em perigo. Como a vez da invasão dos homens armados em nosso hotel no Cairo. Ouvi tiros vindos da entrada e desci para ver como meu pai estava. Quando cheguei 3 homens estavam inconscientes, pendurados pelos pés no candelabro e meu pai fechando a mala dele calmamente. Outra vez presenciamos um motim em Paris. Meu pai me deitou no carro e me mandou ficar calmo e quieto. Pude ouvir meu pai no banco do motorista, ajeitando sua mala, quando o telefone tocou e coisas foram destruídas do lado de fora. Os outros carros pegaram fogo e capotaram. Alguns minutos depois ele me deixou levantar e disse estar tudo bem agora. Passei a respeitar a mala a partir desse momento. Era nosso amuleto da sorte. Porém quando meu pai a mantinha por perto, precisaríamos de boa-sorte.
- Dirigimos para o centro, até o flat dos meus avós, passando pelos portões dourados do Buckingham Palace . Londres é um lugar bem legal, mas depois de viajar por várias cidades, todas vão se misturando. Algumas crianças achavam legal, eu viajar tanto, mas muitas vezes era como se fossemos fugitivos e não turistas. Não tínhamos dinheiro para viajar com estilo, raramente passava mais que alguns dias no mesmo local.
- Quer dizer vc não ia imaginar que o emprego do meu pai é algo perigoso, ele passa o tempo lendo tópicos como “ a magia egípcia pode te matar?” e “punimentos favoritos no mundo inferior egipicio”. Mas como eu disse, existe outro lado dele, sempre checando cada quarto de hotel, antes de eu entrar. Ele entra num museu, faz suas anotações e corre como se fosse filmado fazendo algo ruim pelas câmeras de segurança.
- Certa vez, quando eu era criança corremos pelo Charles- De Galle para um vôo de ultima hora, e ele não relaxou até o avião sair do solo. Perguntei do que ele fogia e sua respota foi “ Carter não é nada” soando como se nada fosse a coisa mais perigosa do mundo. Depois disso decidi que era melhor não fazer perguntas.
- Meus avós, os Fausts, viviam perto de Canary Warf , nas margens do rio Tamisa. Meu pai pediu para o taxista esperar.
- Estávamos no meio do caminho, quando meu pai congelou. Perguntei o que aconteceu.
- Então vi um homem saindo de uma trincheira. Ele estava do outro lado da rua, rente a uma grande árvore morte. Ele tinha formato de barril, pele cor de café torrado, sua jaqueta e seu agasalho pareciam caros.
- “Carter entre logo” meu pai ordenou.
- “Mas” _
- “Pegue sua irmã, te encontro no táxi.”
- Fiquei com apenas duas opções: seguir meu pai ver o que estava acontecendo ou cumprir a ordem dele. Escolhi a menos perigosa e fui buscar minha irmã.
- “Atrasado como sempre” ela disse.
- Sadie seguraga sua gata Muffin,um presente de 2 anos atrás do papai. A gata parecia nunca envelhecer ou engoradar, Muffin era como uma miniatura de leopardo. Pendendo de sua coleira um pingente egípcio prata. Muffin não era como um muffin, mas minha irmã era pequena quando a ganhou, então vc de dar um desconto a ela, eu acho.
- Minha irmã não mudara muito desde a última vez que a vira, no verão passado. ( Ela está do meu lado agora, então devo ser cuidadoso ao descrevê-la)
- Vc nunca acharia que ela é minha irmã. Primeiro: ela viveu em Londres por muito tempo, então tinha um sotaque inglês. Segundo, ela se parece, mas com nossa mãe, que era branca, então a pele da Sadie é mais clara que a minha. Ela tem cabelo liso caramelo, que não chega a ser loiro, nem marrom, o qual as vezes ela pinta as pontas em cores mais claras. Dessa vez eram vermelhas. Seus olhos são azuis. É sério seus olhos são azuis, como os de nossa mãe. Ela tem apenas 12 anos, mas tem a mesma altura que eu, o que é irritante. Mastigava um chiclete e estava vestida pra seu dia com nosso pai, com jeans, uma jaqueta e botas de soldado.
- (Ela não me bateu, então fiz um bom trabalho descrevendo-a)
- “Nosso avião era tarde” contei a ela.
- “Então aqui está você de novo.”
- “Aham”
- “Entre, vamos logo com isso”
- Essa era a maneira dela de dizer “Hey, como vc esteve nesse 6 meses?” Mas tudo bem para mim. Vendo um ao outro apenas 2 vezes ao ano, fazia com que paressessemos mais como primos do que irmãos. Nossos pais era a única coisa que tínhamos em comum.
- Descíamos as escadas, eu pensava como ela cheirava a gente velha e chiclete quando ela parou abruptamente, eu corri até ela.
- “Quem é esse?” ela perguntou.
- Quase esqueci o cara na trincheira. Agora ele e meu pai estavam tendo um forte argumento. Meu pai parecia agitado, mesmo eu não podendo ver sua cara.
- “Dunno, ele estava lá quando chegamos.”
- “Ele parece familiar” Sadie disse. “Vamos.”
- “Papai quer que esperemos no táxi” Ao terminar a frase me dei conta de que Sadie já estava a caminho.
- Ela espiava nosso pai por de trás de um muro, eu não pude fazer nada se não imitá-la, por mais estúpido que isso parecesse.
- 6 anos em Londres e ela já quer dar uma de James Bond!
- Sadie me golpeou e continuou se rastejando até nosso pai, sem olhar para trás.
- Mais alguns passos e ficamos atrás da grande árvore morta. Pude ouvir meu pai falar “Tem de_ Amos, é a coisa certa a fazer.”
- “Não” O outro cara, que deveria ser Amos, disse. O homem tinha um sotaque americano, a voz dele era grave e parecia impaciente “Tenho que impedi-lo Dr. Jullius, se não eles vão. O Per Annk está seguindo sua sombra.”
- Sadie virou-se para mim e murmurou “Per o quê?”
- Sussurrei para ela “Vamos sair daqui”. Estava preocupado que entrássemos em uma encrenca, mas claro Sadie me ignorou.
- “Eles não sabem meu plano.” Ouvi meu pai dizendo. “ No momento que eles descobrirem _”
- “E as crianças?” Amom retrucou. Meu cabelo levantou da nuca. “E sobre eles?”
- “Fiz acordos para protegê-los” “Além de, se eu não fizer isso, todos estaremos em perigo.Agora vá.”
- “Não posso Jullius.”
- “Então é um duelo que vc deseja?” A expressão de meu pai tornou-se séria. “Você nunca poderá me vencer, Amos.”
- Nunca havia visto meu pai tão violento, desde o grande incidente da espátula. Agora os dois pareciam começar uma briga.
- Antes mesmo de poder reagir, Sadie gritou “Pai.”
- Ele pareceu surpreso quando Sadie o abraçou e Amos também. Amos rapidamente tirarou sua jaqueta e a pôs a tira-colo. Ele tirou os óculos também, minha irmã tinha razão, ele realmente era familiar, alguém de uma memória muito antiga.
- Amos murmurou “Devo ir embora.” E saiu em seu Fedora.
- Meu pai observou Amos ir embora, segurava Sadie em um braço, protegendo-a e sua mala no outro. Só descansou quando o carro virou a esquina. Então largou a mala, beijou a testa de Sadie e disse “Olá querida.”
- Sadie empurrou os braços do nosso pai e falou “Oh, não querida, é isso não é?” Vc está atrasado o dia de visitação está quase acabando! “E o que era isso sobre?” “Quem é Amos ?” “E o que é Per Ankh?”
- Papai endureceu, ele olhou para mim procurando saber o quanto ouvimos da conversa. Meu pai disse a nós, tentando aparentar uma voz tranqüila: “Não é nada.”
- “Tenho uma tarde maravilhosa planejada. Quem gostaria de uma visita exclusiva ao British Museum?”
- Sadie parou entre a porta do táxi e meu pai. “Não acredito, uma tarde e vc quer fazer pesquisa!”
- Meu pai tentou um sorriso e disse “Querida, será divertido. O próprio curador da ala egípcia fez o convite.”
- “Certo, grande surpres.” Sadie amassou uma das mechas vermelhas e continou “Véspera do Natal e veremos relíquias egípcias. Vc alguma vez penso emoutra coisa?”
- Ele não ficou com raiva. Meu pai nunca se enfurecia com Sadie, ele apenas respondeu calmamente “Sim, eu penso.”
- Quando meu pai ficava quieto em seu mundo, sabia que ele pensava em nossa mãe. Meu pai nunca se enfurecia com Sadie, ele apenas respondeu calmamente “Sim, eu penso.”
- Nos últimos meses tem sido assim. Eu poderia caminhar até nosso quarto no hotel e ver meu pai olhando para a tela do celular. Uma foto da minha mãe sorrindo, seu cabelo enrolado com um grande cachecol, seus olhos brilhando com a visão do deserto. Ou veria meu pai olhando para o horizonte, em pé num buraco de escavação lembrando-se do dia em que conheceu minha mãe. – Dois jovens cientistas no Vale dos Reis em um buraco procurando uma tumba perdida. Meu pai era um egiptologista e minha mãe uma antropóloga em busca de um traço de DNA. Ele contou a história milhões de vezes.
- Na ponte de Waterloo papai pediu para o taxista parar.
- “Para que isso, pai?” perguntei.
- Ele saiu do táxi como se não tivesse me escutado e ficou parado frente a Agulha da Cleópatra.
- No caso de vc nunca ter visto isso antes, a Agulha da Cleópatra não é uma agulha, é um obelisco. E não tem nada haver com a Cleópatra, mas o British Museum deve ter achado o nome legal, quando o trouxe para Londres. Têm 70 metros de altura, o que deve ter impressionado no antigo Egito, mas com todos os prédios altos do Tamisa, ele parece pequeno e triste. Vc pode passar por ele e nem perceber que é alguns milênios mais velho que Londres.
- “Deus” Sadie andou em um circulo frustrada. “Temos que parar pra cada monumento?”
- Meu pai chegou mais perto do obelisco e murmurou “Eu precisava vê-lo novamente.” “Precisava voltar para onde tudo começou.”
- Um vento gelado passou pela gente. Queria voltar pro táxi, mas nunca havia visto meu pai tão distraído.
- “O que pai?” perguntei. “O que aconteceu aqui?”
- “O último lugar que a vi.”
- Sadie parou e disse para “Agüente firme.” “Vc quis dizer mãe?”
- Senti como se o vento tivesse me congelado. A morte da nossa mãe sempre foi um assunto proibido.
- Eu sabia que ela morrera em um acidente em Londres. Sabia que meus avos culparam meu pai. Mas ninguém jamais nos daria detalhes.
- “Vc está nos dizendo que ela morreu aqui?” “Na Agulha da Cleópatra?” “O que aconteceu?”
- Ele abaixou a cabeça.
- “Pai” Sadie protestou. “Eu passo por isso todos os dias e vc quis dizer – todo esse tempo- e eu nem sabia!”
- “Vc ainda tem sua gata?” Que era uma pergunta estúpida a ser feita.
- “Claro que eu ainda tenho a gata!” “O que isso tem haver com qualquer coisa?”
- “E seu amuleto?”
- A mão da Sadie passou pelo pescoço dela. Antes de ela ir viver com nossos avôs, ganhamos amuletos egipicios do nosso pai. O meu era uma olho de Hórus, muito popular no antigo Egito.
- Em fato meu pai diz que o R dos farmacêuticos é uma versão nova do olho de Hórus, já que a medicina deve proteger vc.
- Enfim, sempre vesti meu amuleto embaixo da minha blusa, mas percebi que Sadie perdera o dela ou jogara fora.
- Pra minha surpresa Sadie disse “Claro que o tenho pai, mas não mude assunto. Vovô sempre vem com o assunto de que vc causou a morte da mamãe. Isso não é verdade, certo?”
- Nós esperamos. Por um segundo eu e Sadie queríamos o mesmo – a verdade.
- “Na noite em que sua mãe morreu” Meu pai começou. “Aqui na Agulha da Cleópatra.”
- Por um momento fiquei meio cego. Uma forte luz veio por de trás do obelisco. Pude ver duas figuras: um homem meio careca vestindo uma túnica creme e colorida e uma mulher, vestida em trajes azuis. O tipo de casal comum no antigo Egito. Fechei meus olhos e quando abri as figuras haviam desaparecido.
- “Vc viu isso?” Sadie me perguntou tão surpresa quanto eu.
- “Entrem no táxi, agora.” Meu pai disse nos empurrando. “Passamos tempo demais aqui.”
- “Esse não é o lugar certo para falar.” Ele prometera mais 10 libras ao taxista se ele nos deixasse no museu em 5 minutos. E o cara estava dando o seu melhor.
- “Pai” tentei “Essas pessoas no rio” “E o outro cara Amos, são da policia egípcia?”
- “Prestem atenção os dois, vou precisar de sua ajuda hoje à noite. Sei que é difícil, mas terão que ser pacientes. Explicarei tudo, eu prometo depois que chegarmos ao museu. Farei tudo direito, de novo.”
- “O que vc quer dizer?” Sadie perguntou “Fazer o que certo?”
- A expressão dele ficou mais que triste. Tinha um sentimento de culpa. Será que toda aquela história do vovô era mesmo verdade? Não poderia ser dissoque ele estava falando.
- “Apenas me sigam.” Meu pai nos disse. “Quando chegarmos ao curador, ajam normalmente.”
- Estava pensando que Sadie nunca agia normalmente, mas preferi não falar isso.
- Saímos do táxi, meu pai pagava o motorista com um enorme bolo de dinheiro, quando ele fez algo estranho. Jogou umas pedrinhas escuras no lixo e falou “Continue dirigindo” “Leve-nos para o Chelsea”
- Isso não fez nenhum sentido já que estávamos fora do táxi, mas o motorista acelerou.
- Pisquei, não tinha como o táxi ter pegado outra tarifa tão rápido. “Pai”
- “Os táxis de Londres não ficam muito tempo vazios.” Ele disse aquilo como se fosse algo normal e completou “Vamos.”
- Ele marchou até o portão forjado em aço. Por um segundo Sadie e eu hesitamos.
- “Carter, o que está acontecendo.”
- Balancei minha cabeça. “Não tenho certeza quero saber.”
- “Bem, fique aqui fora no frio se quiser, mas eu não vou sem ter explicações.” Ela virou e correu até nosso pai.
- Olhando agora para isso, eu deveria ter corrido. Deveria ter tirado Saddie dali a força e ir o mais longe o possível. Instantaneamente eu a segui pelos portões.”
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